Estou lendo novamente algumas partes do “Pragmatic Programmer” (se ainda nã
o leu, não perca mais tempo) e logo no começo do livro, ele da essa dica: “Não invente desculpas esfarrapadas, dê opções” (tradução livre). E tenho procurado seguir essa dica no meu dia-a-dia.
A minha estratégia é a seguinte: toda vez que vou fazer algo, ou melhor, toda vez que não vou fazer algo, ou que tenho que explicar algo que não esteja funcionando corretamente eu imagino que tem um pequenino ser em meu ombro. Então, quando faço alguma afirmação ou dou uma desculpa esfarrapada, esse serzinho cochicha “E daí?”, ou “Então o que podemos fazer a respeito?”.
Assim, eu tento me antecipar a questões que irão surgir, e além do mais, realmente contribuir para a solução de um possível problema. Já que é muito fácil falar que algo está errado ou ruim e ficar por isso mesmo.
Nem sempre funciona, nem sempre é possível dar todas as alternativas, mas é um ótimo exercício de criatividade.
Que os celulares estão ficando cada vez mais poderosos ninguém dúvida, ajudando assim, quem quer se aventurar no desenvolvimento para essa plataforma, principalmente smartphones (mais precisamente iOS e Android).
Porém, a um pequeno choque cultural quando se está acostumado a programar para desktop ou web (que é meu caso) e começa a pensar em alguma aplicação para smartphone. Quando vamos desenvolver para esses dispositivos, encontramos várias restrições que normalmente não encontramos no nosso dia-a-dia ‘enterprise’.
Algumas delas são:
- Memória: celulares não são servidores. Não são desktops. A quantidade de memória disponível é bem limitada.
- Acesso a internet: nem todo celular tem acesso a internet o tempo todo, pois isso custa caro aqui no Brasil, além de ser bem limitado. Se tiver pensando de fazer algo que acesse serviços externos, certamente isso será uma preocupação.
- Resolução da tela: a tela dos aparelhos são muito pequenas. Apesar de já serem bem maiores que os celulares mais antigos, ainda são muito pequenas se comparada a resolução dos monitores de desktops ou das telas dos notebooks.
Além disso, nas aplicações empresariais é comum termos aquele amontoado de botões e caixas de texto, um monte de funcionalidades que ninguém vai usar, etc. E é justamente isso a primeira coisa que devemos evitar. Temos que fazer aplicações focadas, com seu objetivo bem definido e nada mais! Nada de firulas, nem de coisas desnecessárias. Ninguém está disposto a baixar uma aplicação de 100MB num celular só pra usar uma pequena funcionalidade.
Objetividade é a palavra.
Ah, e outra coisa: smartphones não são notebooks! (pelo menos ainda!)